sábado, 13 de março de 2010

Phagocytosis

Eu não admito muitas teorias sobre sensações, até porque dentro de uma conversa conjunta, ninguém consegue limitar o que é a melhor e a pior sensação do mundo. Algumas pessoas dizem que a dor de perder alguém, seja fisicamente ou não, é terrível. Outras que a dor de sentir indiferença não tem tamanho, bem como a sensação de ser sentimentalmente recíproco com alguém é maravilhoso, ou estar sozinho e se divertir como se fosse a única expectativa de sua vida também é uma dádiva.


E ainda não admitindo teorias, ouvi uma coisa engraçada sobre sentir falta: “Não dá pra ignorar quando bate saudade, aquilo simplesmente te engole e sufoca, até que você pára de respirar e se deixa fagocitado de uma vez, sem exitar.” Talvez não tenha sido exatamente isso que escutei, mas essa foi uma interpretação válida pra entender a recusa que fazemos quando essa falta engolidora nos invade, sem o mínimo consentimento, sem um pingo de educação.


Ela pode ser de simplesmente um cheiro que trás lembrança, de uma lembrança que te dá um sorriso, de um sorriso que te rouba a paz. Um gosto, uma música, uma cena... Essa falta manifestando-se sorrateira, inicialmente como algo suportável e até bonitinho de sentir, depois prossegue aumentando a intensidade e quando se percebe... Parabéns, fagocitado.


É uma situação tão deturpada, que você começa a forçar a mente a pensar que isso não mexe tanto, recusa o festival que as borboletas têm feito na barriga, finge que essa ausência não tem efeito significativo na sua vida. Vai sendo consumido, consumido, consumido pela cascata de sentimentos e pensamentos simultâneos e dessincronizados, percorre a própria confusão e percebe a saudade que sente daquilo que conhece e nem conhece direito. E de que ela é, realmente, um pouco como fome. Fagocitado, então.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Agora já era tarde, o tempo passara, a maioridade era companhia há alguns anos, não necessariamente com a maturidade. Esta sim chegou abrupta, embebida a xícaras de café no meio da madrugada, entre folhas e canetas, crônicas e desilusões. Senta em uma cadeira qualquer da casa. Ri ao perceber que, realmente, as coisas acontecem uma a uma, como dissera qualquer pessoa que se achasse no direito de instruir uma mente adolescente. Cada vitória, frustração e experiência sobe um degrau de cada vez e às vezes performaticamente silenciosas, dentro de si.
Não queria acreditar que precisava de muitas coisas, racionalizava planos, estressava por não terminar algo importante, ficava com raiva a ponto de não conseguir pensar mais em nada. Tinha uma destinação ainda incerta, mas acreditava nas boas lembranças de tudo aquilo. Pensou que certamente sentiria falta de algumas coisas mais do que já sentia, ou não queria assumir que sentia. Soube então, nesse momento, que precisava disso, que essa falta era o que lhe traria a importância de saber o que era, de fato, seu. Manteve-se constante entre as xícaras de café já vazias. Somente as xícaras.


Beijo.
Layse Gama.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Eles e eu.

Na minha última aventura literária conheci uma historia digna de produção.

“Ver Marley naquela postura singular de cão de guarda, tão majestoso e destemido, fez meus olhos se encherem de lágrimas. O melhor amigo do homem? Com certeza ele era...
...Ela me deixou sozinho com ele. Ergui cuidadosamente uma de suas pálpebras. Ela estava certa; Marley se fora”

Esse certamente não foi o melhor livro que já li, mas fora a história que incrivelmente relata a melhor relação de companheirismo e fidelidade entre dois seres. Conseguí olhar para Marley e eu e perceber que as expectativas vindas de duas mãos, reciprocidade bilateral, são sem fundamentos quando observamos um relacionamento desses, entre um cachorro e seu dono.
Não sou veterinária e nem estaria perdendo minutos preciosos das minhas férias de verão (aqui, deitada numa rede, na varanda de casa, com o notebook no colo) se não fosse pra defender as relações de independência que absorví de mais um livro lido. Quero dizer que, Marley era um cachorro, um ser irracional, que age por impulsos e sem dúvida, deveria ter transtornos mentais. E o dono, um jornalista, que amava o cachorro como melhor amigo, mesmo sem ter um dialógo com o animal, ele simplesmente via no bicho o que ele precisava, um amigo.
Ter um amigo não significa somente tagarelar a noite toda no telefone ou ter quem te defenda quando acusações mentirosas chegarem ao redor. Significa compreender situações e saber que sua vida não vai acabar se você perdê-lo. Amigos fazem faltas tamanhas, são dádivas do céu, mas foi-se o tempo que você amava pra ser amado. Ninguém precisa mendigar amor ou amigos, a prova disso é um cachorro que pôde ser amado, ser amigo, sendo um cachorro.
Amigos se alinham na fidelidade, na lealdade de pedidos, no desejo que tudo dê certo na vida do outro. Sem nenhuma obsessão compulsiva por atenção, invasão, sem cobranças... Porque amigos mesmo com a distância, nunca deixam de ser amigos, nunca deixam de ser prova do amor de Deus na nossa vida. Não é preciso ser feliz por ter um amigo e sim, ser feliz por fazer seu amigo feliz (mesmo que isso implique a decisões cruéis).
Pra ser clara, a melhor relação é aquela cujo você não colocou as expectativas em cima de alguém, porque pessoas são falhas, vêm e vão na nossa vida e, se o afetado não está preparado pra isso, nunca vai ter a capacidade de fazer algo por si próprio. Claro que precisamos de amigos, mas às vezes tanto quanto estão aqui, voam e precisamos deixar que eles sigam, porque amigos são como irmãos e irmãos estão eternamente ligados a laços de sangue. Eles não se vão, não os meus.

Beijo!
Layse Gama

sábado, 2 de maio de 2009

24 horas

O dia clarea, olha-se pro lado e lá estava ele. Esboça certa disposição pra levantar, mas dormir 6 horas não é uma tarefa muito fácil pra nenhum indivíduo que faça bom uso das 18 outras horas que lhe restam do dia, olha-se pro lado e ele continuava. Levanta, se arruma, troca de roupa, sai com aquela expressão de quem deixou tudo na cama e só conseguiu levantar o corpo-zumbí de lá, olha pela janela do carro... Ele permanecia lá.
Deus tinha mandando aquela estrela pra lembrar que todo dia, tudo era novinho em folha. Que era possível ser uma nova pessoa, escolher ser diferente simplesmente pelo fato de que o Sol estava entrando novamente no ângulo certo de rotação da terra. E aquelas ondas eletromagnéticas chegavam perto e eram como se fossem parte de si mesmo. Era possível sentir cada aumento de temperatura, cada passo da rotação, cada intenção... E o dia prosseguia com a rotina de costume. Costumes. O calor sempre esteve ali, sentia-se todas as sensações que ele trazia consigo, já estava adaptado a sentir-se daquele jeito. Daquele jeito, o melhor de todos.
Então algo age estranhamente, parece que o Sol está indo embora, a temperatura vai diminuindo, as coisas ficando menos claras, parece que Deus resolveu tirar barato com o ser humano! Sim, a noite chegou. E com ela todas as metáforas de escuridão, frio e apatia. Deita na cama, rola de um lado pro outro. Pensa e logo não dorme, claro. Pára e espera... No silêncio algo sempre fala cada vez mais, chama-se: bom senso.
Não, você não precisa ficar depressivo por que o Sol não está mais ali. Deus criou a noite e quando dizem que ‘ela é uma criança’, é verdade! Existem muitas formas de crescimento e diversão na ausência do calor, você não precisa disso o tempo todo. Passamos os nossos primeiros nove meses de vida submersos num saco embrionário, cheio de líquido. Seu corpo é adaptado para mudanças climáticas. Porque sua alma não seria?
Isso não é tão fácil assim... E então você dorme somente com a certeza de que amanhã o Sol vai nascer de novo e é realmente isso que se quer. A convicção de que amanhã ele estará no mesmo lugar de sempre traz muita paz. Mas que importância teria isso agora? Talvez ele nem venha cheio daquelas nuvens reluzentes, que refletem os raios e dão a aparência de dia ensolarada Copacabana Beach. Talvez ele venha por trás daquelas nuvenzinhas cinzas, com cara de chuva às três da tarde em Belém, mas ele vem... Todos os dias ele nasce, todos. Consegue emitir raios ultra violetas e prosseguir com sua rotina nem sempre calorosa pra gente aqui na terra, mas sempre calorosa. Tal como eu e você.
Nem sempre, querido, Deus manda a chuva. Mas o Sol, ele nasce todo dia. E se isso te dá certa calma, seja bem-vindo.
Beijo.
Layse Gama.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Beleza: bênção ou trabalho mesmo?

Uma situação comum: O culto acabou, todos descendo as escadas da igreja, encontrando os irmãos lá fora, conversa vai e vem e num desses comentários ouve-se: ‘Você tá bonito hoje ’ ou então, ‘Nossa, como aqueles quilos a menos deixaram seu corpo melhor’. Então você se enche de vergonha, esboça um risinho e minúcia um ‘obrigada’ mais pra dentro de si, do que pra quem a está elogiando (ou não, talvez você não fique com vergonha. Eu fico). Acredito que as pessoas que são providas de padrões físicos e sociais aceitáveis para a sociedade sofrem mais ao receber um elogio, traduzindo: quem é mais bonito (sim, querida, existem pessoas mais bonitas, mais altas e mais magras. E não, eu não sou nem mais bonita, nem alta e nem magra do que ninguém) acaba passando por essas situações com mais frequência do que outros, acaba sendo mais censurado do que outros e sendo principalmente, mais observado do que outros.
Até então um elogio não te deixa em nenhum estado de instabilidade. Mas eles começam a chegar com mais intensidade juntamente com outros tipos de comentários, as pessoas observam seus passos, pessoas com quem você anda, como você age, como fala, como ri, como se veste, onde você mora, como são seus pais, como está seu ministério, se você escreve coisas que preste... E tem suas próprias deduções, claro. Partimos do princípio que elas não conhecem você e tendem a exercer o poder julgador no primeiro contato. Porque isso acontece, sim.
O tempo vai passando e numa dessas você descobre que em um desses julgamentos, alguém fala uma inverdade, tem uma impressão equivocadíssima da sua pessoa, você chora, esperneia, se estressa e aqui entramos na essência do texto: Até que ponto a beleza, não se sentido de ser mais ‘bonito’ que alguém, mas a beleza que qualquer pessoa transmite (por chamar atenção de alguma forma, sendo rico, inteligente ou simpático demais) pode ajudar e/ou atrapalhar seu relacionamento com as pessoas?


Dando a conotação espiritual de sempre, a bíblia fala que o justo é livre de toda e qualquer angústia (Pv. 11:8a) e que, seu caminho é todo plano (Is. 26:7a). Isso significa que, se você não tem nada a temer, sacode a poeira, minha filha, e não dá uma de cachorro sem dono, não. Se você não tem nada de errado, se sua vida é completamente livre desses julgamentos, não sou eu e nem ninguém que tem o direito de achar alguma coisa, de falar alguma coisa, de questionar seja lá o que for aquilo que você tem no coração de fazer. Agora se você tem culpa no cartório... Pára, respira e lê o resto aqui em baixo.

Primeiramente, tirar a trave gigantesca que tá no nosso olho (percebe-se que eu, claro, to incluída aqui nesse meio). Reconhecer que vigiar vem antes de orar, que se determinado comportamento, determinado ‘tipo de roupa’ (Deus sabe o quanto eu não queria falar isso, maas...), determinado vocabulário, faz com que alguém comente algo indesejado, seu papel como cristão é reconhecer isso (falo por experiência própria), mesmo que a sua intenção jamais tenha sido de ser sensual, grosso, simpática demais (vulgarmente conhecida como atirada), irmão metralha, estranho, dentre outros pensamentos, seu papel agora é reconhecer que há algo errado com você, que se você não quer julgamentos sobre a sua vida, não pode e nem deve julgar pessoas e óbvio, não dar motivo para que tais o façam com você.
Hoje eu acredito em um trabalho conjunto: Eu vigio e você, por favorzinho, não me julga pelo o quê eu não sou. Como diz o meu Apóstolo ‘Acredito em você até você me provar o contrário e eu ter que tirar minhas próprias conclusões’. Precisamos ter o espírito de acreditar nas pessoas, no melhor delas, que elas têm algo bom para nos oferecer. Esse é o fundamento do cristianismo, base em Jesus de Nazaré, Aquele que morreu por TODAS as pessoas que a gente conhece e não conhece, pra que elas hoje fossem LIVRES de carregar um jugo pesado (Mt. 11:30).
Eu não vou me dar o trabalho de convencer alguém que eu valho alguma coisa e você também não precisa fazer isso. Mas seu comportamento em relação a tudo aquilo que aconteceu pode falar mais alto, atitudes falam indefinidamente mais do que palavras. Seu objetivo principal como cristão não é fazer com que as pessoas gostem de você, aceitem você. Não. É conhecer a Deus, fazer aquilo que Ele ensinou pra gente e, como consequência, as pessoas veem que há algo que presta dentro desse nosso corpo, não por força, mas pelo poder do Espírito.
Já me convenci disso, 2009 é um ano de comprometimento, envolvimento, comportamento que não cause suspeitas, cuidado maior com os boddys e colãs (sim, irmãs, as pessoas reclamam do uso dos mesmos, então vamo vigiar!). Tudo objetivando um bem estar meu, haja vista as pessoas se sintam constrangidas em falar de uma filha obediente de Deus e o da igreja, em não pecar falando de ninguém, por não ter motivos pra isso. Sem qualquer malícia nesse último comentário, mas não teve outra colocação.

Espero que, na autoridade do nome de Jesus, tudo seja entendido da forma que é pra ser. Não há nenhuma mensagem subliminar por trás dessas linhas. No amor de Deus.


Beijo

Layse Gama.

domingo, 8 de março de 2009

Estrógeno.

“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele...
... Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus formou do homem, formou uma mulher...”

Gn. 2: 15, 21 e 22.
Esse é o primeiro relato escrito de como o sexo feminino chegou ao universo. Por intervenção divina, ninguém melhor do que Deus pra projetar tamanha obra.
Agora, 08 de março, alguns milhões de anos depois de Eva, sou mais uma mulher dentre as muitas que existem no mundo. Porém, ainda com tantos números, nenhuma dessas comporta-se de maneira ou igual ou simplesmente previsível.
Mulheres assumem papel de mãe, amiga, irmã, filha, delicada, exigente e firme. Todos muito bem representados. Mulheres querem ser ouvidas e principalmente, respeitadas e protegidas.
No FSM-2009, ouvi bastante a respeito do comportamento das mulheres. Tenho minhas conclusões: Elas têm rompido barreiras, se inserido na política, conquistando direitos, votando e sendo votadas. Suas opiniões fazem a diferença e com suas distintas formas de agir, conseguem transformar sofismas.
Não, eu não estou dizendo que a democracia brasileira é igualitária. Eu sei que não. Ainda. Não enquanto todos os setores participativos estejam igualmente divididos entre homens e mulheres. Mas já somos a maioria que conclui o ensino médio e superior no Brasil.
Mulheres têm conquistado seu espaço na sociedade e os preconceitos não são menores. “Grandes posições exigem grandes responsabilidades” e, se a mulher é a referida, a responsabilidade dobra, somente pelo fato de ser mulher.
Fico lisonjeada em ver tantas delas envolvidas com a sociedade. Mulheres do tipo que não têm medo de se expor sejam elas feministas ou não (eu não), do tipo que se importam com a reforma política, que exigem com autenticismo o aumento do poder participativo das mesmas.
Com muito orgulho escrevo esse texto. Orgulho da minha mãe, batalhadora e defensora dos direitos ambientais e sociais. Orgulho de ter em mim 2 ovários e 1 útero. E claro, não poderia deixar de mencionar cada mulher que expõe do seu jeito aquilo que pensa (falo das que têm capacidade de pensar e se expressar). Parabéns! E, finalizando com uma frase que ouvi:
“Quando uma mulher entra na política, muda a mulher. Quando várias mulheres entram na política, muda a política”

As vejo na revolução! Um lindo 08 de março a todos!
Beijo.
Layse Gama.

domingo, 28 de dezembro de 2008

O gato e a baratinha

Um dia desses fui convidada pra um almoço. Cheguei a casa dessa minha amiga, ela não tava. Depois liga dizendo que já está chegando, que, enquanto ela não estava, eu poderia ir pro PC do quarto, me divertir na internet. Então sem exitar muito, fui futricar o Orkut, MSN e todas as coisas que nos permitem perder tempos sentados numa cadeira de escritório, formando calos de mouse no pulso (no meu caso, direito).
Teclado bate aqui, bate ali... Então vi uma situação estranhamente agradável. O gatinho da casa, um siamês de pêlo marrom e olhos verdinhos, se deliciava pulando compulsivamente em cima de uma barata. Sim, pode parecer meio nojento, mas quem me conhece sabe o verdadeiro pavor que eu tenho de baratas. Me peguei olhando pra situação e dizendo: -Pega ela, Gatinho! Pega!- Era muito cômico ele pulando em cima do inseto, dava um tempo pro troço se recompor e tentar alguns passos frustrados pra fuga, depois pulava novamente em cima dela com suas patinhas. Mordiscava a bicha de novo, apertava ela, jogava de um lado para o outro, até que ela, já completamente debilitada, não agüentou. Enfim, dez minutos depois da brincadeira começar, o corpo da bicha jazia morto atrás da minha cadeira e mais cinco minutos, nem o gatinho e nem a barata se encontravam no quarto (não me pergunte onde os dois foram parar, a idéia de o gatinho ter comido ela não me atrai muito).
Logo em seguida me senti incomodada a dar um cunho espiritual pra essa situação não-espiritual. Pense você, como seria a nossa vida, se numa ‘conotação espiritual’, eu e você somos o gatinho. E, claro, a pequena e insignificante barata é aquilo que nos enfraquece, que nos faz ficar afastados de Deus e tudo mais. A barata é o pecado em si.


Ah, meu Deus! Como seria legal, né? A gente correndo de um lado pro outro com aquilo, mordendo, apertando, na certeza de que ‘quem ganha essa parada é o grandão aqui, minha filha’! Poderíamos fazer gato-e-sapato, que aquilo realmente não iria afetar a nossa vida... Enfim, sonhos. Não vou dizer que a história de ganhar não me deixaria feliz, mas na prática ela não acontece. Você e eu sabemos disso.
Na maioria das vezes, a pobre baratinha somos nós. E aquilo que afasta, que deixa a gente trash, é o gatinho grandão... E, piorando muito, se deixamos ele brincar, pular em cima, morder. A conseqüência é o corpo jazido no chão do quarto, porque o salário do pecado, cara, é a morte. Posso me lembrar perfeitamente de situações da minha vida, que eu era a barata tonta, incapaz de correr pra qualquer lugar porque meu corpo já não agüentava mais, então de tanto deixar ser brincada pelo gatinho, terminei acabada no chão do quarto... Não, eu não morri literalmente, mas passei por bons bocados dessa tal ‘morte’ pra poder estar falando disso aqui, sem tanta mágoa.
Hoje vejo que algumas coisas foram importantes pra que eu fosse tratada e que, se eu tivesse aprendido com o exemplo dos outros, teria me livrado de experiências não tão legais. Mas é importante saber também, que as coisas não saem do controle de Deus. E que se você está agindo como uma baratinha, Deus ta vendo isso e através dessa situação, você vai ser trabalhado, porque Deus tem o hobby de moldar pessoas por meio de situações suspeitas. Porém não espere pra ser a ‘donzela em perigo’ pra poder aprender alguma coisa, sai fora disso. Se isso não foi muito claro, entende agora: Amigo, corre daquilo que pode te deixar cair, se você não dá conta de peitar o gatinho sem sair arranhado, não chega nem perto dele! Porque agora, ele não tem nada a perder. Corre do gatinho, cara!
E aqui, mais uma vez, a situação das experiências se repete, um tanto diferente daquilo que julgamos ser normal. Mas não menos importante, é a sua hora de aprender, pra que a barata jazida no chão do quarto não seja nem você e nem eu.


A Paz e Astúcia do Nosso Deus!

Beijo.

Layse Gama.