terça-feira, 28 de julho de 2009

Eles e eu.

Na minha última aventura literária conheci uma historia digna de produção.

“Ver Marley naquela postura singular de cão de guarda, tão majestoso e destemido, fez meus olhos se encherem de lágrimas. O melhor amigo do homem? Com certeza ele era...
...Ela me deixou sozinho com ele. Ergui cuidadosamente uma de suas pálpebras. Ela estava certa; Marley se fora”

Esse certamente não foi o melhor livro que já li, mas fora a história que incrivelmente relata a melhor relação de companheirismo e fidelidade entre dois seres. Conseguí olhar para Marley e eu e perceber que as expectativas vindas de duas mãos, reciprocidade bilateral, são sem fundamentos quando observamos um relacionamento desses, entre um cachorro e seu dono.
Não sou veterinária e nem estaria perdendo minutos preciosos das minhas férias de verão (aqui, deitada numa rede, na varanda de casa, com o notebook no colo) se não fosse pra defender as relações de independência que absorví de mais um livro lido. Quero dizer que, Marley era um cachorro, um ser irracional, que age por impulsos e sem dúvida, deveria ter transtornos mentais. E o dono, um jornalista, que amava o cachorro como melhor amigo, mesmo sem ter um dialógo com o animal, ele simplesmente via no bicho o que ele precisava, um amigo.
Ter um amigo não significa somente tagarelar a noite toda no telefone ou ter quem te defenda quando acusações mentirosas chegarem ao redor. Significa compreender situações e saber que sua vida não vai acabar se você perdê-lo. Amigos fazem faltas tamanhas, são dádivas do céu, mas foi-se o tempo que você amava pra ser amado. Ninguém precisa mendigar amor ou amigos, a prova disso é um cachorro que pôde ser amado, ser amigo, sendo um cachorro.
Amigos se alinham na fidelidade, na lealdade de pedidos, no desejo que tudo dê certo na vida do outro. Sem nenhuma obsessão compulsiva por atenção, invasão, sem cobranças... Porque amigos mesmo com a distância, nunca deixam de ser amigos, nunca deixam de ser prova do amor de Deus na nossa vida. Não é preciso ser feliz por ter um amigo e sim, ser feliz por fazer seu amigo feliz (mesmo que isso implique a decisões cruéis).
Pra ser clara, a melhor relação é aquela cujo você não colocou as expectativas em cima de alguém, porque pessoas são falhas, vêm e vão na nossa vida e, se o afetado não está preparado pra isso, nunca vai ter a capacidade de fazer algo por si próprio. Claro que precisamos de amigos, mas às vezes tanto quanto estão aqui, voam e precisamos deixar que eles sigam, porque amigos são como irmãos e irmãos estão eternamente ligados a laços de sangue. Eles não se vão, não os meus.

Beijo!
Layse Gama

2 comentários:

Anônimo disse...

eras Layse, mt bom o texto. Concordo plenamente! "Ser feliz para ter amigos" e não o contrário.
Beijos!

Lívia Mendes disse...

só uma coisa: chorei.
és divina, mana, bora trabalhar comigo no jornalismo, sai dessa vida!