segunda-feira, 30 de março de 2009

Beleza: bênção ou trabalho mesmo?

Uma situação comum: O culto acabou, todos descendo as escadas da igreja, encontrando os irmãos lá fora, conversa vai e vem e num desses comentários ouve-se: ‘Você tá bonito hoje ’ ou então, ‘Nossa, como aqueles quilos a menos deixaram seu corpo melhor’. Então você se enche de vergonha, esboça um risinho e minúcia um ‘obrigada’ mais pra dentro de si, do que pra quem a está elogiando (ou não, talvez você não fique com vergonha. Eu fico). Acredito que as pessoas que são providas de padrões físicos e sociais aceitáveis para a sociedade sofrem mais ao receber um elogio, traduzindo: quem é mais bonito (sim, querida, existem pessoas mais bonitas, mais altas e mais magras. E não, eu não sou nem mais bonita, nem alta e nem magra do que ninguém) acaba passando por essas situações com mais frequência do que outros, acaba sendo mais censurado do que outros e sendo principalmente, mais observado do que outros.
Até então um elogio não te deixa em nenhum estado de instabilidade. Mas eles começam a chegar com mais intensidade juntamente com outros tipos de comentários, as pessoas observam seus passos, pessoas com quem você anda, como você age, como fala, como ri, como se veste, onde você mora, como são seus pais, como está seu ministério, se você escreve coisas que preste... E tem suas próprias deduções, claro. Partimos do princípio que elas não conhecem você e tendem a exercer o poder julgador no primeiro contato. Porque isso acontece, sim.
O tempo vai passando e numa dessas você descobre que em um desses julgamentos, alguém fala uma inverdade, tem uma impressão equivocadíssima da sua pessoa, você chora, esperneia, se estressa e aqui entramos na essência do texto: Até que ponto a beleza, não se sentido de ser mais ‘bonito’ que alguém, mas a beleza que qualquer pessoa transmite (por chamar atenção de alguma forma, sendo rico, inteligente ou simpático demais) pode ajudar e/ou atrapalhar seu relacionamento com as pessoas?


Dando a conotação espiritual de sempre, a bíblia fala que o justo é livre de toda e qualquer angústia (Pv. 11:8a) e que, seu caminho é todo plano (Is. 26:7a). Isso significa que, se você não tem nada a temer, sacode a poeira, minha filha, e não dá uma de cachorro sem dono, não. Se você não tem nada de errado, se sua vida é completamente livre desses julgamentos, não sou eu e nem ninguém que tem o direito de achar alguma coisa, de falar alguma coisa, de questionar seja lá o que for aquilo que você tem no coração de fazer. Agora se você tem culpa no cartório... Pára, respira e lê o resto aqui em baixo.

Primeiramente, tirar a trave gigantesca que tá no nosso olho (percebe-se que eu, claro, to incluída aqui nesse meio). Reconhecer que vigiar vem antes de orar, que se determinado comportamento, determinado ‘tipo de roupa’ (Deus sabe o quanto eu não queria falar isso, maas...), determinado vocabulário, faz com que alguém comente algo indesejado, seu papel como cristão é reconhecer isso (falo por experiência própria), mesmo que a sua intenção jamais tenha sido de ser sensual, grosso, simpática demais (vulgarmente conhecida como atirada), irmão metralha, estranho, dentre outros pensamentos, seu papel agora é reconhecer que há algo errado com você, que se você não quer julgamentos sobre a sua vida, não pode e nem deve julgar pessoas e óbvio, não dar motivo para que tais o façam com você.
Hoje eu acredito em um trabalho conjunto: Eu vigio e você, por favorzinho, não me julga pelo o quê eu não sou. Como diz o meu Apóstolo ‘Acredito em você até você me provar o contrário e eu ter que tirar minhas próprias conclusões’. Precisamos ter o espírito de acreditar nas pessoas, no melhor delas, que elas têm algo bom para nos oferecer. Esse é o fundamento do cristianismo, base em Jesus de Nazaré, Aquele que morreu por TODAS as pessoas que a gente conhece e não conhece, pra que elas hoje fossem LIVRES de carregar um jugo pesado (Mt. 11:30).
Eu não vou me dar o trabalho de convencer alguém que eu valho alguma coisa e você também não precisa fazer isso. Mas seu comportamento em relação a tudo aquilo que aconteceu pode falar mais alto, atitudes falam indefinidamente mais do que palavras. Seu objetivo principal como cristão não é fazer com que as pessoas gostem de você, aceitem você. Não. É conhecer a Deus, fazer aquilo que Ele ensinou pra gente e, como consequência, as pessoas veem que há algo que presta dentro desse nosso corpo, não por força, mas pelo poder do Espírito.
Já me convenci disso, 2009 é um ano de comprometimento, envolvimento, comportamento que não cause suspeitas, cuidado maior com os boddys e colãs (sim, irmãs, as pessoas reclamam do uso dos mesmos, então vamo vigiar!). Tudo objetivando um bem estar meu, haja vista as pessoas se sintam constrangidas em falar de uma filha obediente de Deus e o da igreja, em não pecar falando de ninguém, por não ter motivos pra isso. Sem qualquer malícia nesse último comentário, mas não teve outra colocação.

Espero que, na autoridade do nome de Jesus, tudo seja entendido da forma que é pra ser. Não há nenhuma mensagem subliminar por trás dessas linhas. No amor de Deus.


Beijo

Layse Gama.

4 comentários:

Bruno Rhuan disse...

bom te ver botar pra fora hahaha. e botou muito bem. abraço do seu blogueiro-fã número 1.

bruno

http://somdaliberdade.blog.com

Unknown disse...

Muito bom! És de Deus mesmo!
Fã n° 1? Vamos ter eleições! rs

George

Anônimo disse...

beleza: complicação.
enfim, te amo. e to aqui pra aprender contigo. bjs

Unknown disse...

Ou, um dia desses ajudei esse blog fornecendo informações de referencias bíblicas que o pastor Monteiro falava e você não memorizava! hehehe
Brincadeiras a parte uma benção o blog.

God Rulz