Os dedos deslizam por horas e horas de bate papo na frente do computador, começando uma conversa que nunca terminaram ontem e que, certamente, não vão acabar hoje. Risos eternos e biologicamente comprovados por uma onda de neurotransmissores assassinos do controle emocional, então o fim da picada é quando você se apercebe de cara com uma foto minúscula de uma janela, falando qualquer besteira ou simplesmente admirando alí, em um estágio entre ser ridículo e/ou patético.
O decorrer do processo só vai então de mal a pior, sua janelinha de online acabou de ser levantada, ou melhor, está disponível sem que houvesse qualquer esforço contário, foi simplesmente inevitável. Agora só tem diversão de verdade se a outra janelinha também estiver por alí, as coisas vão acontecendo, o controle já saiu dos seus dedos, as palavras já se escrevem por si só. Você está sendo salvo e seu cupido se chama webcam, a vida informacional agora é outra, começando pelo estado civil que assume sua página de relacionamentos.
E que sorte é poder ver isso dar certo, ver que além de ter um remetente novo na sua caixa de entrada, se tem um ser simplesmente humano por tras disso, que não se trata de um cyborg programado pra te fazer feliz e sim uma pessoa, com qualidades e defeitos, cheia de manias e brincadeiras que te tiram do sério e, principalmente, algo que a tecnologia ainda não pôde oferecer, um cheiro de pele, de algo real. Você está na rede. Seja bem vindo!
Beijo!
Layse Gama

3 comentários:
Adorei o texto. Impossível não se identificar com algum trecho, senão tudo. Escreves muito bem, mas isso não é mais novidade. Beijo!
Texto totalmente excelente :P
Muito massa.
Beijos..
Saudades de tu.
mana, estás cada dia melhor, posta mais aqui!
saudade muita!
beijo
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