domingo, 28 de dezembro de 2008

O gato e a baratinha

Um dia desses fui convidada pra um almoço. Cheguei a casa dessa minha amiga, ela não tava. Depois liga dizendo que já está chegando, que, enquanto ela não estava, eu poderia ir pro PC do quarto, me divertir na internet. Então sem exitar muito, fui futricar o Orkut, MSN e todas as coisas que nos permitem perder tempos sentados numa cadeira de escritório, formando calos de mouse no pulso (no meu caso, direito).
Teclado bate aqui, bate ali... Então vi uma situação estranhamente agradável. O gatinho da casa, um siamês de pêlo marrom e olhos verdinhos, se deliciava pulando compulsivamente em cima de uma barata. Sim, pode parecer meio nojento, mas quem me conhece sabe o verdadeiro pavor que eu tenho de baratas. Me peguei olhando pra situação e dizendo: -Pega ela, Gatinho! Pega!- Era muito cômico ele pulando em cima do inseto, dava um tempo pro troço se recompor e tentar alguns passos frustrados pra fuga, depois pulava novamente em cima dela com suas patinhas. Mordiscava a bicha de novo, apertava ela, jogava de um lado para o outro, até que ela, já completamente debilitada, não agüentou. Enfim, dez minutos depois da brincadeira começar, o corpo da bicha jazia morto atrás da minha cadeira e mais cinco minutos, nem o gatinho e nem a barata se encontravam no quarto (não me pergunte onde os dois foram parar, a idéia de o gatinho ter comido ela não me atrai muito).
Logo em seguida me senti incomodada a dar um cunho espiritual pra essa situação não-espiritual. Pense você, como seria a nossa vida, se numa ‘conotação espiritual’, eu e você somos o gatinho. E, claro, a pequena e insignificante barata é aquilo que nos enfraquece, que nos faz ficar afastados de Deus e tudo mais. A barata é o pecado em si.


Ah, meu Deus! Como seria legal, né? A gente correndo de um lado pro outro com aquilo, mordendo, apertando, na certeza de que ‘quem ganha essa parada é o grandão aqui, minha filha’! Poderíamos fazer gato-e-sapato, que aquilo realmente não iria afetar a nossa vida... Enfim, sonhos. Não vou dizer que a história de ganhar não me deixaria feliz, mas na prática ela não acontece. Você e eu sabemos disso.
Na maioria das vezes, a pobre baratinha somos nós. E aquilo que afasta, que deixa a gente trash, é o gatinho grandão... E, piorando muito, se deixamos ele brincar, pular em cima, morder. A conseqüência é o corpo jazido no chão do quarto, porque o salário do pecado, cara, é a morte. Posso me lembrar perfeitamente de situações da minha vida, que eu era a barata tonta, incapaz de correr pra qualquer lugar porque meu corpo já não agüentava mais, então de tanto deixar ser brincada pelo gatinho, terminei acabada no chão do quarto... Não, eu não morri literalmente, mas passei por bons bocados dessa tal ‘morte’ pra poder estar falando disso aqui, sem tanta mágoa.
Hoje vejo que algumas coisas foram importantes pra que eu fosse tratada e que, se eu tivesse aprendido com o exemplo dos outros, teria me livrado de experiências não tão legais. Mas é importante saber também, que as coisas não saem do controle de Deus. E que se você está agindo como uma baratinha, Deus ta vendo isso e através dessa situação, você vai ser trabalhado, porque Deus tem o hobby de moldar pessoas por meio de situações suspeitas. Porém não espere pra ser a ‘donzela em perigo’ pra poder aprender alguma coisa, sai fora disso. Se isso não foi muito claro, entende agora: Amigo, corre daquilo que pode te deixar cair, se você não dá conta de peitar o gatinho sem sair arranhado, não chega nem perto dele! Porque agora, ele não tem nada a perder. Corre do gatinho, cara!
E aqui, mais uma vez, a situação das experiências se repete, um tanto diferente daquilo que julgamos ser normal. Mas não menos importante, é a sua hora de aprender, pra que a barata jazida no chão do quarto não seja nem você e nem eu.


A Paz e Astúcia do Nosso Deus!

Beijo.

Layse Gama.

domingo, 16 de novembro de 2008

Sem ataques, sem dramas e estresses

Um belo dia você acorda e descobre que precisa conter impulsos, chiliques e crises. Que não pode tomar para sí um fardo que não é seu, que não deve fazê-lo. Mas nós, seres humanos, não conseguimos simplesmente ignorar algo ao nosso redor. E, quando o algo faz nos sentir ameaçados... BUM! O mundo desabando bem no meio das nossas costas!
Fico impressionada com a capacidade que o cérebro humano (o meu que o diga!) tem de criar situações, montar e projetar momentos que existem único e exclusivamente na nossa cabeça. E daí progredir para um estado melanco-poli-dramatizado, por fatos que, de fato, não podem te atingir.
É a situação que você tem a faca, o queijo, vinho tinto e uma conta corrente abençoada nas mãos, nos pés... E ainda assim, consegue ficar perdido no seu próprio palácio. O pior de tudo, é eu ter que assentir aqui, que isso é potencialmente normal. Que todas as pessoas passam por uma situação dessas, mas é aquela velha história: Você precisa aprender a encarar tudo isso, amiguinho.
Esse é o tempo em que a batalha com a mente, com a alma, tem que estar invícta! Essa é a hora de aprender a viver 'cada um no seu quadrado'. Não, não estou abrindo a política de indiferença. Pelo contrário, por me importar em cultivar bons relacionamentos, que aderí de maneira bem relutante a política do 'segura aí meu fardo pesado, Jesus!'.
Pode até parecer simples de escrever algo assim, de achar que é muito fácil você se curvar perante Deus e dar pra ele tudo o que te aflige. Mas experimente você, gripada, cansada e louca de vontade de voar no pescoçinho da irmãzinha da igreja, fazer isso... Porque enfim, quem nunca sentiu um negócio desses, ora aqui na minha cabeça AGORA!
Então é a hora de converter. Decididamente, não existe terapia melhor do que permanecer no espírito, leitor. Minha vontade por muitas e muitas vezes é sair quebrando tudo! 'Tá pensando o quê, hein?!'. E aí aquele fruto fiel do espírito, chamado longaminidade, tentar achar o lugar dele aqui nesse quadrado. Que mal você tenha percebido, hoje, aqui, é a sessão do 'quero me expor' e se eu precisar enumerar cada açougue meu pra alcançar isso, eu vou fazer.
Quando percebemos que o importante é não ligar, é entregar pra Jesus o que ele quer, conseguimos passar pela fase 1 do momento 'não agueeento!'. E não adianta eu colocar fase por fase, por que seriam muitos números e eu não tenho criatividade suficiente pra isso. Mas cada um sabe o que lhe incomoda, o que lhe deixa túrgido e cheio de fardos.
O que é realmente importante no meio de todas essas frases embaraçadas, é você saber que vale a pena deixar que Ele resolva tudo por você. Porque o fato é: Ficar em casa vendo Chaves enquanto seu Pai trabalha é muito mais legal do que passar 12 horas na rua pelo sustento.

Espero profundamente que entendam o trocadilho... A Paz do Nosso!

Beijo.
Layse Gama.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Experimente

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor, mas... Permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre, que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado? ).
Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... Gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes. Me enlouqueça uma vez por mês, mas me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca...
Goste de música. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... Isso a gente vê depois... Se calhar...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... Me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte!
Se nada disso funcionar... Experimente me amar!

Martha Medeiros. A mulher que sabe muito bem o que escreve.

A Paz do Nosso.

Beijo.
Layse Gama.

sábado, 9 de agosto de 2008

Risco

Todos os dias você acorda (ou deveria) e inicia as atividades normais, sem saber de verdade se aquilo alí vai acontecer por mais 50 anos, ou se durará menos do que seu último pensamento executado, sim?
A natureza humana normalmente nos limita a fazer o quê nos é fácil e acessível. Ainda com aquela história de que o difícil é mais legal, somos naturalmente atraídos pelo o quê não nos dá trabalho, não nos causa suor e muito menos sofrimento... É natural.
Mas, porém, contudo, entretando, todavia, nem sempre o que está na nossa frente é o que é. As vezes é preciso dar a cara a tapa pra ter certeza de que amanhã você não acordará com a sensação esmagadora de não ter feito aquilo que podia, enquando podia... Sabe porque, amiguinho? As oportunidades passam e o mundo muda.
Essa é uma vertente que precisa ser minunciosamente descrita, não quero deixar pensar que todo mundo tem que chutar-o-pau-da-barraca e fazer o que bem entender. Mesmo que as vezes, essa seja a melhor atitude a ser tomada.
Acho que é isso, a falta de coragem e/ou vontade de correr riscos nos impede de viver "como se fosse o ultimo dia". E por causa disso, dessa covardia impregnada na alma, perdemos chances, desperdiçamos oportunidades... A ausência de atitude nos deixa opressos, depressivos e alheios a uma das maiores dádivas que Deus deu ao homem: a ousadia.
Se pararmos pra pensar nisso, veremos que a a ousadia faz parte da sobrevivência. O ser humano não criaria anticorpos se não fosse capaz de se submeter a agentes estranhos (fisiologia linda!). Ninguém nasce sabendo! E, se não fosse pela capacidade de ser ousado, nunca saberíamos se algodo é errado, ou se o que pensamos ser errado é certo. É preciso correr o risco.
Jesus podia ou não estar alí na cruz; Josué e Calebe podiam ou não ir a uma terra estranha sozinhos; Rute podia ou não ter ido atrás do seu sonho Boás. Mas todos disseram sim. Todos correram o risco e cresceram com isso! Já chega desse espiritualismo barato de que "tudo tem que dar certo comigo", vivemos em um mundo físico, em que as pessoas têm que investir suas fichas naquilo que lhes parece conveniente. Dentro dos seu limites, claro.
E quando isso funciona... É como se 200 kilos fossem lançados da sua costa! Não estou dizendo que você não está sujeito a cometer erros, meu bem. Você é um ser humano como qualquer outro, mesmo crente, budista, emo... Todo mundo pode errar. Mas acredite, mesmo o maior e incontornável erro é melhor do que não tentar.

Beijo.
Layse Gama.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

E esse medo?

Vamos lá... Em alguns momentos parece que é o fim!
É, decidi começar de maneira bem direta, porque tenho vivido situações na minha vida de que só o ‘sim-sim, não-não’ pode dar jeito. Mas ao contrário do que possam pensar, nunca gostei muito da política ‘8-80’. Acho que ela se aplica sim, em muitas situações, mas não é a minha forma favorita de trabalhar.
Talvez nem aconteça com você, mas frequentemente me pego perdida nas situações adversas que acontecem comigo. E, sinceramente, parece que elas gostam muito de acontecer... Há vezes em que tudo parece tão confuso e distante, que não consigo policiar o meu pensamento, é como se algo dentro de mim relutasse a me forçar a acreditar que não é assim, que não vai dar certo e quando eu tô quase acreditando mesmo, algo lá no finzinho do túnel, um minúsculo vestígio de tranqüilidade, vem me lembrar de que ‘Ei, menina! Calma!’. Aí eu consigo pensar: “Acho que Deus ainda fala comigo”.
É, os crentes ainda com a certeza do amor de Deus, de que Ele salvou o mundo e tudo aquilo que eu sempre falei aqui, sofrem como mal que aflige a população mundial: o medo.

Quem nunca quis que se abrisse um buraco no meio da terra, para que fosse possível jogar-se lá dentro, sem qualquer chance de querer voltar? Quem nunca teve medo de que seu investimento (entenda isso como quiser) fosse por água abaixo, que todos os seus planos e sonhos desmoronassem? Quem nunca teve medo de que no fim das contas não lhe restasse nada, a não ser aquela sensação maravilhosa de: '- Égua, doido. Por que eu não fiz desse jeito?' E pra piorar, quem nunca teve medo de que aquilo que você achava que fosse do coração de Deus, se levantasse com uma interrogação gigante e se implantasse bem no meio da sua cabeça? Ruinzinho, né?

Convertendo o ângulo...

A bíblia fala que o verdadeiro amor lança fora todo o medo. Nesse período nos deparamos com três vertentes principais: A bíblia, o Verdadeiro Amor e o Medo.

1) A bíblia é, acredite você ou não, a palavra de Deus. É por ela em que O conhecemos, é ela quem trás a revelação didática do Pai para as nossas vidas, dela que vem o conhecimento das coisas do alto. E por mais ‘unbelievable’ que possa parecer, Deus fala clara e objetivamente por ela.


2) Acho um pouco evazivo falar de Amor, tenho uma amiga que tem um discurso que de tanto repetido, já conseguiu me convencer de que realmente faz sentido o que ela fala: “Layse, o amor não é simplesmente explicável. Deus é amor, ninguém entende a Deus. Logo, ninguém sabe realmente o que é amor”. Sim, eu acredito nesse raciocínio barato dela.

É muito simples, o verdadeiro amor não é entendível. Você somente (e olhe lá!) é capaz de senti-lo. Porque ele não é simplesmente aquilo o que a gente sente pela mamãe ou pelo namoradinho. O Verdadeiro Amor é Deus. E a partir da certeza da presença Dele é que conseguimos ter certeza do que realmente é conveniente pra nós.

3) É, o medo existe mesmo. Aquele frio na barriga, misturado com ânsia de choro, uma vontade tentadora de se trancar no quarto e entrar numa depressão profuuunda... Mas não faz sentido, baby, depois de conhecer o Verdadeiro Amor, ter que conviver com a presença agonizante dele. Quando conseguimos viver o Verdadeiro Amor, quando escolhemos estar satisfazendo o que Ele propõe, não há espaço nenhum para que o medo (ô, maldito!) se instale. Quando há intimidade e comunhão do Verdadeiro Amor, não faz sentido ter medo. Creio que a ausência Dele gere esse tipo de sensação...

Deus se faz achado, Ele próprio quem se dispõe para que eu e você O achemos e consigamos, de uma vez por todas, lançar fora esse medo. Eu torço pra que isso seja verdade na minha e na sua vida, amiguinho. Que, na autoridade do nome de Jesus, as coisas estejam no lugar que elas têm que ficar.

Beijo.
Layse Gama

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara tá aqui e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue, nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco.".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com sua irmã, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo; as atitudes valem muito mais.

Martha Medeiros - adaptado para crentes ^^

Eu tinha algumas palavras pra escrever aqui, mas o meu silêncio fala cada vez mais... Isso sim, é sentir-se amada.
Beijo.
Layse Gama

segunda-feira, 10 de março de 2008

O pó compacto e o Sacrifício - Parte II

Então fico pensando em como sempre estamos sujeitos a perder coisas que nos são valiosas. Ví na expressão daquela moça que aquele emprego lhe era valioso, que era necessário. Peço a Deus, na autoridade que há no nome de Jesus, que o 'alguém' daquela ocasião não tenha sido ela e a causa também não tenha sido o pó compacto.
Mas voltando a falar das coisas que são importantes. Use essa linha de raciocínio: Se a moça na suspeita de perder o emprego ficou naquele estado, imagina se ela realmente o tivesse perdido? E agora radicalizando mais: Ela ficou naquele estado por causa de um bem material. Mas se fosse uma pessoa? Se ela tivesse perdido alguém importante, como ficaria? Como você ficaria? Como Deus ficou quando Jesus estava desfalescendo sem culpa alguma por mim e por você?
Forte. Mas foi exatamente isso o que aocnteceu. Jesus, o Filho de Deus, teve que tomar para si um castigo meu e seu, pra que eu e você pudéssemos hoje chamar Deus de Pai.
Então pensa aí em Deus, vendo o filho Dele sendo humilhado, moído, surrado... Ele realmente tava perdendo alguém e Jesus realmente estava morrendo.
A cruz não foi brincadeirinha de Deus, foi a maior prova de amor Dele para com o mundo todo. Ele deu o seu único filho pra sofrer, afim de que eu e você tivéssemos vida eterna. Foi por amor mesmo! Porque, querido (a), a gente não merece. E só o amor de Deus para permitir que Jesus passasse pelo quê Ele passou.
Deixa eu colocar a dimensão disso: Jesus era o filho direto de Deus, nascido e desenvolvido de uma gravidez sobrenatural, Deus quem tinha formado as primeiras células de Jesus. A mórula, blástula, gástrula e nêurula que Jesus fora um dia, Deus quem tinha conglomerádo-as uma a uma, com as próprias mãos. Ele era o Pai legítimo! E agora?
Ele deu o filho dele, não canso de repetir isso. Por que essa é a maior certeza da vida de qualquer ser humano; sendo ele bonito, feio, branco, afro, australiano ou hindú: o amor de Deus. Ele nos ama! E só permitiu que tudo isso acontecesse, pra que as coisas realmente voltassem pro lugar delas por intermédio de Jesus.
As coisas somos nós e o lugar delas é o colo de Deus.
Beijo.
Layse Gama

quinta-feira, 6 de março de 2008

Até uva passa

"...tentar afogar a vida
deixar me levar a pensamentos,
a simples momentos que so exitam na minha cabeça
tudo transformando-se em saudade
e raiva por não ter aproveitado enquando podia.

Querendo mudar o errado,
o teu certo
querendo fazer o errado..
Tornando tudo ainda mais sem cor
sem escapatórias às minhas lembranças

Então estou aqui
criando momentos, frases, olhares..
frutos da minha fraca imaginaginação
alimentando eternas lembranças do teu jeito, teu rosto...
Teu sim, meu não.. constante não
sonhando acordada para que um dia, ainda queiras sonhar comigo..."


AHIUhaiuHAIOUHOIUH
Poeminha velho e burro de uns 3 anos atras.
Analisando: No primeiro parágrafo eu queria me matar, no segundo queria fazer uma revolução e no terceiro tava arrasada porque tinha dito o bendito não.
Ainda bem que eu virei crente, parei de escrever essas besteiras. ahIUHAIOUhiouh
E como diz o meu amigo: "passou e agora ficou engraçado". Realmente, tudo passa...
Beijo.
Layse Gama

quarta-feira, 5 de março de 2008

O pó compacto e o Sacrifício- Parte I

Quando o assunto a ser tratado é presente de aniversário, pode ter certeza que duas horas é pouco pra eu conseguir escolher algo. Hoje quando saí do banco, fui gastar um tempinho comprando presente pra uma amiga (Aliás, Urias, parabéns! Eu te amo. E Jéssica, tomara que tu gostes do presente, porque passei um bom bocado pra achá-lo). Escolhí, paguei e fui embora. Logo depois, tive que achar uma embalagem, então a busca por uma caixa bonita iniciou.
Entrei e saí de umas duas lojas até encontrar uma caixa que fosse do meu gosto. Na terceira tentativa, achei. Comecei uma conversa com a atendente da loja, quis saber se tinham outras maiores, de outras cores, outros modelos...
Ela me levou a um outro balcão, colocou o presente na caixa, chamou uma outra atendente para ver como ele era bonito (e bem bonito, modéstia parte). Então ví uma sessão destinada a maquiagem. Rimel's, sombras, lápis e como meu pó compacto estava levantando bandeira branca, quis escolher um pra mim.
Abrí o número 02 e, descuidadosamente, acabei esfregando a esponja no pó. A atendente me olhou e disse: -Moça, experimenta com o dedinho mesmo, pra não machucar o pó. Eu asentí com a cabeça e continuei a provar os outros pós como ela havia me ensinado. Em seguida, a amiga dela que também estava no balcão diz: -É, moça. Uma vez 'ele' (apontou) me esculhambou por causa desses pós. Olhei pro lado procurando o 'ele', era o dono da loja.
Experimentando aqui e alí, até chegar no número 08, o pó que eu comprei. A amiga da minha atendente olhava pra alguma coisa que eu não prestei atenção. Só percebí quando ela chamou a garota e disse: -Amiga, alguém vai sair.
Nossa, ví feição daquela moça desfalecer! Pareceu que o chão tinha escapado dos pés dela, como se ela já tivesse sido condenada a ser o 'alguém' que seria demitido. Pensei instantaneamente: Meu Deus, será que vai ser ela? Como? Quando? Porquê?
A moça continuou me atendendo, agora um tanto sobresaltada. Paguei e fui embora com a caixa de presente e o meu novo pó compacto número 08. Mas, ela? Será que ela vai perder emprego?

Continua...

terça-feira, 4 de março de 2008

Vamo sair?

Sempre que vou domir, acho que deve acontecer com todo mundo, fico pensando nos acontecimentos do dia. É engraçado, relembro falas, risadas, comentários.. Então me pego esboçando um risinho de satisfação "graças à Deus as coisas deram potencialmente certo hoje". Isso é o que acontece normalmente... Ontem foi diferente.
Depois que desliguei o computador às 00:03, lembrei de uma conversa simples com uma grande amiga, mas uma única pergunta me fez trazer esse texto pro blog hoje. E ela foi: eeei, tu ainda podes ir pra festa, tipo skazi??
Booom!
Ah, pelo amor de Deus! Só porque eu sou crente (muito, por sinal), eu seria proibida de fazer as coisas? Não! Deus, o próprio, me concedeu liberdade pra fazer aquilo que eu acho, ou não, conveniente de se fazer. Igualzinho como ele fez com o Adão no Jardim do Édem, com os 12 espias cujo 10 deles escolheram aquilo que lhes era conveniente...
Não é a igreja, nem o Pastor e nem mesmo Deus que me "proibirão" de fazer algo. Não existe "você não pode, você não vai!" no vocabulário de Deus, é Ele quem interessa e diz: é assim e assim. Escolhe.

Particulamente, eu optei por ser livre. Escolher não fazer aquilo o quê me é possível fazer. Isso é liberdade. Eu dar não para o que poderia dar sim, mas não o faço porque não quero. Liberdade.

O caso Skazi :
Eu não me sentí ofendida. Tanto porquê, o que tem de crente farreando por aí não é brincadeira. E mais, tenho certeza que ela me perguntou isso porque algum crentinho deve ter lhe dito a clááássica: Não tem nada haver, Fulana.
Eu venho aqui dizer, meus queridos, que tem sim! Pelo menos pra mim... Tenho muitos bons e velhos amigos (da máfia russa mesmo) fora da igreja, mas em nenhum momento desde que entrei no ângulo diferentemente convertido me submetí a uma situação de não me, pelo menos, dispor a ser diferente.
Esse é o tempo de agir. De ser como aquele livro diz: "...Nova criação, as coisas velhas já passaram; E tudo se fez novo."
Tudo se fez novo! Eu me fiz nova! E nunca, nunca estive tão bem!
Tudo se fez novo! E algumas coisas não fazem mais sentido nenhum pra mim, não me suprem... Não têm emoção alguma.
Tudo se fez novo! E tudo, de 3, 4 anos pra cá tem sido diferente mesmo! E essa é a melhor parte... Tudo se fez novo. De graça.
Agora como explica isso?
Beijo.
Layse Gama

segunda-feira, 3 de março de 2008

The first one.

Ah, não vou perder meu tempo me apresentando! Na verdade, posso dizer que esse blog é mais uma atividade globalizada que provavelmente me fará perder mais alguns minutos aqui na frente do computador...
Ontem mesmo, na formatação do blog, disse ao Caio: Esse é um blog que fala as coisas de sempre, mas em um ângulo diferentemente convertido, focalizado, direcionado às maravilhas que Deus não se cansa de fazer na minha vida. E antes que eu esqueça: Caio, muito obrigada pelo layout (L-E-I-A-L-T ¬¬) maravilhoso que você fez! Tas ficando muito bom nisso! Mesmo.
Enfim, não vou explicar o que é um blog e nem especificar os textos que virão por aqui... Só vamos esperar que eles venham! E que fique bem claro: Isso não um diário online! Pra escrever coisas realmente particulares, eu tenho um muito bem guardado em casa. Portanto, nem tente.

Beijo.
Layse Gama