segunda-feira, 2 de junho de 2008

E esse medo?

Vamos lá... Em alguns momentos parece que é o fim!
É, decidi começar de maneira bem direta, porque tenho vivido situações na minha vida de que só o ‘sim-sim, não-não’ pode dar jeito. Mas ao contrário do que possam pensar, nunca gostei muito da política ‘8-80’. Acho que ela se aplica sim, em muitas situações, mas não é a minha forma favorita de trabalhar.
Talvez nem aconteça com você, mas frequentemente me pego perdida nas situações adversas que acontecem comigo. E, sinceramente, parece que elas gostam muito de acontecer... Há vezes em que tudo parece tão confuso e distante, que não consigo policiar o meu pensamento, é como se algo dentro de mim relutasse a me forçar a acreditar que não é assim, que não vai dar certo e quando eu tô quase acreditando mesmo, algo lá no finzinho do túnel, um minúsculo vestígio de tranqüilidade, vem me lembrar de que ‘Ei, menina! Calma!’. Aí eu consigo pensar: “Acho que Deus ainda fala comigo”.
É, os crentes ainda com a certeza do amor de Deus, de que Ele salvou o mundo e tudo aquilo que eu sempre falei aqui, sofrem como mal que aflige a população mundial: o medo.

Quem nunca quis que se abrisse um buraco no meio da terra, para que fosse possível jogar-se lá dentro, sem qualquer chance de querer voltar? Quem nunca teve medo de que seu investimento (entenda isso como quiser) fosse por água abaixo, que todos os seus planos e sonhos desmoronassem? Quem nunca teve medo de que no fim das contas não lhe restasse nada, a não ser aquela sensação maravilhosa de: '- Égua, doido. Por que eu não fiz desse jeito?' E pra piorar, quem nunca teve medo de que aquilo que você achava que fosse do coração de Deus, se levantasse com uma interrogação gigante e se implantasse bem no meio da sua cabeça? Ruinzinho, né?

Convertendo o ângulo...

A bíblia fala que o verdadeiro amor lança fora todo o medo. Nesse período nos deparamos com três vertentes principais: A bíblia, o Verdadeiro Amor e o Medo.

1) A bíblia é, acredite você ou não, a palavra de Deus. É por ela em que O conhecemos, é ela quem trás a revelação didática do Pai para as nossas vidas, dela que vem o conhecimento das coisas do alto. E por mais ‘unbelievable’ que possa parecer, Deus fala clara e objetivamente por ela.


2) Acho um pouco evazivo falar de Amor, tenho uma amiga que tem um discurso que de tanto repetido, já conseguiu me convencer de que realmente faz sentido o que ela fala: “Layse, o amor não é simplesmente explicável. Deus é amor, ninguém entende a Deus. Logo, ninguém sabe realmente o que é amor”. Sim, eu acredito nesse raciocínio barato dela.

É muito simples, o verdadeiro amor não é entendível. Você somente (e olhe lá!) é capaz de senti-lo. Porque ele não é simplesmente aquilo o que a gente sente pela mamãe ou pelo namoradinho. O Verdadeiro Amor é Deus. E a partir da certeza da presença Dele é que conseguimos ter certeza do que realmente é conveniente pra nós.

3) É, o medo existe mesmo. Aquele frio na barriga, misturado com ânsia de choro, uma vontade tentadora de se trancar no quarto e entrar numa depressão profuuunda... Mas não faz sentido, baby, depois de conhecer o Verdadeiro Amor, ter que conviver com a presença agonizante dele. Quando conseguimos viver o Verdadeiro Amor, quando escolhemos estar satisfazendo o que Ele propõe, não há espaço nenhum para que o medo (ô, maldito!) se instale. Quando há intimidade e comunhão do Verdadeiro Amor, não faz sentido ter medo. Creio que a ausência Dele gere esse tipo de sensação...

Deus se faz achado, Ele próprio quem se dispõe para que eu e você O achemos e consigamos, de uma vez por todas, lançar fora esse medo. Eu torço pra que isso seja verdade na minha e na sua vida, amiguinho. Que, na autoridade do nome de Jesus, as coisas estejam no lugar que elas têm que ficar.

Beijo.
Layse Gama